A história da cidade que encanta quem visita e quem sonha um dia conhecer, começa no ano 452, quando habitantes do nordeste italiano fogem para as ilhas de uma grande lagoa de água doce, à beira do Mar Adriático, escapando das invasões bárbaras que colocaram fim ao Império Romano.

Neste lugar, pertencente de uma região chamada Veneto, havia 120 ilhotas, cortadas por 177 canais, e os primeiros moradores ocuparam onde era de se imaginar, as áreas secas, de terra firme. Quando já não havia mais lugar para se ocupar, com as ilhas completamente habitadas, a cidade começou a expandir sobre as águas. Foram construídas passarelas suspensas ao lado das fachadas e 40 canais deixaram de existir, a medida que os moradores iam construindo anexos às suas casas. Os aterros se tornaram comuns, com os canais ficando cada vez mais estreitos, ao passo que a cidade crescia.
Crescimento esse que por não ter sido planejado, se revelou o responsável pelo fenômeno ‘Acqua Alta’, as famosas enchentes, maior problema que Veneza enfrenta hoje.

Uma acqua alta dura apenas algumas horas por dia, já que ela segue o ciclo das marés: 6 horas para a maré subir e 6 horas para a maré descer.

Uma acqua alta dura apenas algumas horas por dia, já que ela segue o ciclo das marés: 6 horas para a maré subir e 6 horas para a maré descer.

O começo da construção de Veneza foi especialmente lenta devido à dificuldade em se firmar fundações em um solo tão instável. Havia escassez de materiais de construção, pois eram trazidos de longe, e à dificuldade de manter os trabalhadores fixos nas obras, já que as circunstâncias não ajudavam. Primeiro, a cidade foi toda edificada em madeira, com as fundações das casas fincadas entre 2 a 5 metros de profundidade. Depois de alguns séculos, as pedras predominaram como material de construção, utilizadas também, a partir do século X, para forrar as margens dos canais. Essa mudança foi muito inteligente para dar maior estabilidade às fundações das casas e facilitar o embarque e o desembarque nos barcos. Até este momento, esse era o único meio de transporte da população e quase não havia pontes. As poucas e raras que existiam eram na verdade tábuas suspensas sobre pilares, unindo uma ilha à outra.

Vista aérea dos labirintos de Veneza, onde se perder é a melhor parte.

Vista aérea dos labirintos de Veneza, onde se perder é a melhor parte.

As primeiras pontes feitas de pedra foram feitas em 1170, mas até o século XIII a cidade tinha apenas 11 delas. Em 1500, já eram 166. Durante muito tempo, Veneza lucrou muito com o comércio entre o Oriente e o Ocidente, devido a sua posição geográfica estratégica. Se tornou assim, a partir do século XIII, a principal potência comercial da Europa. Mas, como conhecemos a história, Vasco da Gama descobriu uma nova rota de navegação para as Índias, e a cidade começou a perder importância e sofrer derrotas seguidas em guerras. Em 1797, Veneza foi conquistada por Napoleão, e em 1866, passou a pertencer ao reino da Itália.

Pintada pelo artista suíço Joseph Heintz, a Veneza do século XVI já deixava de ser uma potência comercial, e começava a surgir como uma das cidades mais visitadas e amadas do mundo, por sua identidade única e simplesmente encantadora.

Cena imaginária com edifícios venezianos, por Joseph Heintz

Cena imaginária com edifícios venezianos, por Joseph Heintz

Particularmente acho a história de Veneza fantástica. E você? Comenta aqui embaixo que vou curtir muito saber. ;)

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Sobre o autor

Gui Correia

Um programador viajante, apaixonado por fotografia e amante da vida.
Ajudando e sendo ajudado a vida flui.

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